Raiava o século XX e com ele a República do Brasil. O Rio de Janeiro, que passava por problemas de habitação, abastecimento de água, de saneamento e de higiene; viu suas vicissitudes agravadas, de forma dramática, com o mais violento surto de epidemias da história da cidade. Em 1902, Rodrigues Alves assume o governo federal, iniciando sua gestão com um programa intensivo de obras públicas. O símbolo da grande reforma foi a inauguração da nova artéria de modernidade que surgia: a Avenida Central. E foi neste momento, em que se comemorava o renascer da capital, que nossa história tem início.
Felício Mathias, jovem leiloeiro de ideais republicanos, pagou generosos anúncios na imprensa carioca alertando que seu estabelecimento, situado na Rua do Ouvidor, realizaria um imperdível pregão. Herdeiro da prestigiada casa comercial de seu velho pai, que fora monarquista até a morte, Felício sonhava em se livrar do que chamava de “quinquilharias do império” para abrir uma nova loja na Avenida Central. Um dos itens do leilão, curiosamente, chamava a atenção por sua misteriosa natureza: a bola de cristal de Albertini – o Mandarim do Imperador – como ficou conhecido o comediante, doublé de mágico e adivinho que animava as festas infantis do Paço de São Cristóvão, desde os tempos de infância das duas princesas imperiais.
Num enredo de extraordinária natureza, o fantasma de Albertini aparece para o leiloeiro às vésperas do grande leilão e pede que o jovem o ajude na cobrança de uma dívida que o divertido ilusionista teria levado para a tumba: Mashad Kabir, um misterioso vendedor de tapetes persas, teria acusado falsamente o mágico de um crime que ele não cometeu. Comovido com a indignação do fantasma, Felício e sua irmã Maria Cândida, ajudam Albertini a se reencontrar com Mashad para, enfim, acertarem suas contas. Assim, graças aos irmãos, nosso herói voltará ao seu repouso eterno, tão logo o mercador pague pela tentativa de desmoralização de um dos mais afetuosos amigos do Imperador do Brasil.
• KAUÃ MARQUES – Felício/Mashad Kabir
• MARCELO CORRÊA – Justino/Albertini
• RAFAELA MARCELINO – Maria Cândida
• Texto e Direção: Caio De Andrade
• Cenário: Tetê Nunes
• Figurinos: Karine Andrade
• Iluminação: Yago Santtos
• Design Gráfico: Roberta de Freitas
• Ilustrações: Flávio Pessoa
• Coordenação Pedagógica: Ana Beatriz Mesquita
• Assessoria de Comunicação: Bruna Ribas
• Operação de Luz e Som: Hayla Cavalca
• Produção Executiva: Kauã Marques
• Direção de Produção: Teatrim Cultura e Arte
• Produção: Palco da História Produções Artísticas
Teatrim (Lorena-SP)
Dias 22 de maio de 2026 e Inúmeras apresentações no História Em Cena – projeto de formação de plateia direcionado aos alunos da rede pública de ensino.